Minha família sem glúten!

Ando super sumida aqui do blog, mas o assunto de hoje não ia caber no Instagram!

Comentei esses dias lá no @minhavida.semgluten sobre o casamento da minha irmã, no qual tivemos três celíacos (diagnosticados) no local. Em um universo de 250 pessoas, estávamos mais ou menos na proporção correta de celíacos da população. E ainda por cima diagnosticados, o que é bem difícil!

E como éramos três, conseguimos montar um esquema com salgadinhos e docinhos sem glúten pra gente. Orientamos muito bem o pessoal do buffet sobre a questão da contaminação cruzada (até o forninho de esquentar os salgados foi emprestado aqui de casa), e tivemos uma garçonete só para servir a gente. Emoção define! A gente se  acostuma a ir em festas, levar marmita ou não comer nada. Mas esse dia foi especial! Agradeço muito à minha irmã Sarah e minha mãe Angela pelo suporte, ao pessoal da Chácara Chiari por ter feito tudo certinho, e à  Não Contém pelas comidas deliciosas!

Quem são os celíacos da família?

Então, Doença Celíaca é algo super raro, mas com componentes de pré disposição genética. Às vezes não manifesta em ninguém da família, mas no meu caso foi diferente: dois casos antes de mim. E ainda assim foi difícil de chegar ao diagnóstico.

Meu tio Cláudio José Borela Espeschit, por parte de pai, recebeu o diagnóstico já tem alguns anos. Assim como eu, passou por vários médicos até descobrir o que estava acontecendo. Diferente de mim, que inchei muito por causa da inflamação, ele foi perdendo peso devido à dificuldade de absorção no intestino – a Doença Celíaca atrofia as vilosidades intestinais, por isso a análise da endoscopia é tão importante!

Mas olha, se não fosse minha prima, a Dra. Ana Cristina Rocha Espeschit, provavelmente estaríamos sofrendo até hoje. Doutora em nutrição, foi ela que acendeu o alarme nas duas situações: na minha, anos mais tarde, e do meu tio. Isso colaborou demais para a gente chegar ao diagnóstico, principalmente porque eu ia aos médicos e eles me liberavam com Buscopan, sem saber o que era. Eu mesma duvidava, mas ao ver fotos de celíacos com a barriga super redondinha ao ingerir glúten, não teve como não me identificar!

Mais uma celíaca da família é a Jéssica Macedo, minha prima de segundo grau por parte de mãe (oooutro lado da família), diagnosticada há incríveis 5 anos. Ele sentiu o intestino desregulado por alguns dias, depois de passar um tempo visitando a família em BH (com direito a muitos pãezinhos, bolos… lanches bem mineiros, né?). Para ver o que era, foi a um médico lá de São Paulo (SP), onde ela mora. E… plim! Raríssimo e fantástico, né? A Jéssica foi a primeira celíaca que conheci na vida, e sempre via nas festinhas de Natal algo separado para ela. Agora podemos comer juntas! Oba!

E vocês? Tem mais celíacos na família para dar aquela força?

Me contem aí nos comentários!

 

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